domingo, 25 de setembro de 2016

Ano Lectivo 2016/2017

O ensino escolar nesta cidade não anda nada bem. 
- Em determinado jardim de infância da cidade, e porque a educadora colocada tem estado bastante doente, foi feita uma reunião de pais, reunião essa marcada para TRÊS dia antes da abertura do novo ano. Nela foi dito que, face à impossibilidade da educadora voltar ao jardim, iria proceder-se no sentido de se encontrar uma substituta, o que aconteceu rapidamente. Até aqui tudo mais ou menos bem. O problema, a meu ver, teve a ver com o facto de ter vindo uma nova educadora, quando a que esteve o ano passado, e com todas as vantagens que daí adviriam, não ter sido contactada, apesar de na sua candidatura ter posto o jardim em primeiro lugar. Dizem-me que o problema é o sistema e eu questiono: então mas o sistema não pode ser contornado numa situação destas? não era, pedagogicamente,  melhor para as crianças? Pelos vistos não!
- Outra situação deveras preocupante e que tem a ver com uma outra educadora, reside no facto de, por motivos familiares, haver necessidade duma substituição temporária. Trâmites legais, colocação solucionada e ... no dia em que se devia apresentar no jardim, a nova educadora entra de baixa médica. Coincidência? Não acredito!
 Doa a quem doer só há uma solução. A Sra. está mesmo doente, então avancem para a substituição. A Sra. não está mesmo doente, só tem um caminho - ir para o desemprego sem direito a qualquer subsídio. Tanta gente a desesperar por lugar e quem o arranja não aparece!
- No colégio Rainha D. Leonor foram criadas algumas turmas particulares, suportadas pelas mensalidades que os alunos pagam. Nada disto me diz respeito pois cada um faz o que muito bem entende. Agora que se DISCRIMINEM os alunos que estão abrangidos pelos contratos de associação NÃO. E pelos vistos é isto que está a acontecer, uma vez que os mesmos não podem frequentar os locais dos privados. Nas casas de banho, no refeitório, e até, PASME-SE, nos corredores. Pelos vistos,  esta GENTINHA PEQUENINA não conhece a Constituição da República Portuguesa, que diz no seu  Artigo 26.º, Outros direitos pessoais:
1. A todos são reconhecidos os direitos à identidade pessoal, ao desenvolvimento da personalidade, à capacidade civil, à cidadania, ao bom nome e reputação, à imagem, à palavra, à reserva da intimidade da vida privada e familiar e à protecção legal contra quaisquer formas de discriminação.
- Tantos professores desempregados e com dificuldades de sobrevivência, e no entanto, num concurso público para doze (12) vagas para uma escola da cidade, apareceram três (3) professores.
Como diria o comediante: "E O ANORMAL SOU EU" !!!


segunda-feira, 27 de junho de 2016

Para chorar ...

Orçamento Geral do Estado 2016

"Vencimentos de Cargos Políticos para os Municípios com 40.000 ou mais eleitores (Caldas da Rainha) e para as Juntas de Freguesia com mais de 10.000 e menos de 20.000 eleitores  (Juntas de Freguesia da Cidade)"

Cargo Vencimento Abono Senha de Valor Valor
Mensal Mensal Presença Mensal Anual
14 (X) 12 (X) Por Reunião

Presidente de Câmara 3.815,17 € 1.144,55 € 0,00 € 4.959,72 € 67.146,98 €
Vereador a tempo inteiro 3.052,13 € 610,43 € 0,00 € 3.662,56 € 50.054,98 €
Vereador a meio tempo 1.526,07 € 305,21 € 0,00 € 1.831,28 € 25.027,50 €
Vereador não permanente

73,00 €

Presidente da Assembleia Municipal

114,45 €

Secretário da Assembleia Municipal

95,38 €

Membro da Assembleia Municipal

73,30 €

Presidente da Junta a tempo inteiro 1.678,67 €

1.678,67 € 23.501,38 €
Presidente da Junta a meio tempo 839,34 €

839,34 € 11.750,76 €
Presidente não permanente
305,21 €
305,21 € 3.662,52 €
Tesoureiro (Não permanência)
244,17 €
244,17 € 2.930,04 €
Secretário (Não permanência)
244,17 €
244,17 € 2.930,04 €
Vogal (não tesoureiro ou secretário)

21,36 €

Membro da Assembleia de Freguesia

15,26 €











Certamente que por causa dos valores dos vencimentos e subsídios a atribuir aos eleitos no concelho de Caldas da Rainha,  é que se luta dentro dos partidos! Pelos vistos, o tacho é MUITO tentador. Principalmente para quem nunca teria capacidades profissionais, para vir a auferir um ordenado destes!



sábado, 25 de junho de 2016

Assembleia Municpal - 19 de Junho de 2016

A falta de educação
Uma vez que tinha interesse na discussão e votação de 2 ou 3 pontos da ordem de trabalhos, desloquei-me, acompanhado pelo meu neto, à referida assembleia. Mal sabia eu o que ia encontrar. Uma "multidão" de pessoas ligadas ao Colégio Rainha D. Leonor que, deduzi eu, ali estavam por se ir discutir algo relacionado com o ensino privado.  E, na realidade, acertei em cheio. Tais pessoas estavam presentes porque se iria discutir o futuro do ensino no concelho. No entanto, e para que fosse garantida essa discussão naquela assembleia, foi apresentada pelo CDS uma proposta para que houvesse essa garantia. Proposta essa que foi recusada, tendo o referido assunto, por votação maioritária, baixado à segunda comissão. Entrou-se então no período de 30m destinado às intervenções do público, intervenções essas que me merecem apenas uma chamada de atenção, e que se refere apenas aos tempos de intervenção dos oradores. Enquanto três deles usaram escrupulosamente o tempo a que tinham direito (30:4=7,5m), o último, o cidadão Fernando Costa, que de acordo com  palavras suas, para além de caldense e autarca, também é administrador de uma empresa de reciclagem, falou por mais de 20m. Porque terá sido? Solidariedade autarca ou qualquer outra coisa que me "escapou"?
E chegamos ao ponto que me levou a escrever estas palavras: a falta de educação demonstrada por uma série de "gentinha pequenininha", que devia "beber o chá" que não bebeu em criança.
-  A Assembleia estava marcada para as 21H00 e começou às 21H30;
- A entrada e a presença de alguns participantes na assembleia foi uma "rebaldaria".  Falavam alto, faziam barulho, davam beijinhos e cumprimentos, atendiam o telemóvel e iam falar para fora da sala, enfim, uma falta de respeito;
- Os "colegiais" pareciam estar numa feira quando começaram a "debandar" da assembleia, desrespeitando tudo e todos, incluindo o membro que estava no uso da palavra.
Uma vez que me parece, que estas pessoas que nós elegemos, para além de não se respeitarem mutuamente não respeitam minimamente o cidadão que os elegeu, aqui deixo duas propostas que irei fazer uma próxima Assembleia Municipal:
  1. Que as sessões passem a ser transmitidas em directo, via internet, para que todos os cidadãos as possam seguir;
  2. Que o Presidente da mesa, a partir da próxima reunião, adopte este como um instrumento de trabalho;

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

É proibido estacionar

Esta foto serve SÓ como exemplo
Têm toda a razão todos quantos dizem que, para "obrigar" os automobilistas a recorrerem aos estacionamentos pagos, foram "distribuídos a esmo" sinais de "não autorização" de estacionar.
Efectivamente, esta é uma realidade que pudémos constatar. Apenas no eixo existente entre as Avenidas da Independência Nacional e 1º de Maio, Praça 25 de Abril, Hemiciclo João Paulo II e as Ruas da Fonte do Pinheiro, Raúl Proença, Eng. Duarte Pacheco e António Sérgio, existem "apenas" 52 (CINQUENTA E DOIS) lugares destinados a:
Cargas e Descargas - 27 (VINTE E SETE)
Carregamento de Carros Eléctricos - 6 (SEIS)
Deficientes - 11 (ONZE)
Motas - 2 (DOIS)
Paróquia - 2 (DOIS)
Serviços Prisionais - 4 (QUATRO)
"Esta é a minha cidade"

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Luto Municipal

Dois GRANDES HOMENS desta cidade, "partiram" na semana que passou.
Lutadores incansáveis e determinados na defesa do homem e dos seus bens, ao terem abraçado a abnegada vida de BOMBEIROS.  Defensores dos nossos bens e das nossas vidas, largavam tudo o que estavam a fazer cada vez que a "sirene" os chamava e lá iam acudir e socorrer todos e tudo que deles precisavam. Nesta singela mas sincera e verdadeira homenagem, quero aqui lembrar as muitas centenas de todos quantos já serviram tão nobre causa, principalmente os "nossos", quer os que já partiram quer os que diariamente nos "ajudam". Não podia no entanto terminar este texto sem referir que, a Câmara Municipal desta cidade, não usou do mesmo critério no que ao "luto municipal" concerniu. Porquê? Não quero acreditar que tenha sido por aquilo em que estou a pensar. 
Henrique Sales Henriques
José Domingos


terça-feira, 1 de setembro de 2015

Profissão de Risco

No passado dia 15 de Maio de 2015, o agente Jorge Sousa no cumprimento da sua missão, fazia serviço junto da comitiva governamental que, nesse dia, se tinha deslocado à cidade. Em determinada altura e, quando se encontrava junto de um dos veículos da referida comitiva, foi atingido na perna esquerda pela porta desse mesmo veículo. Incompetência, arrogância e falta de educação foi o que demonstrou o indivíduo que fez isto. Ainda por cima membro da PSP deslocado para a segurança dos governantes e, que, nem se dignou pedir desculpas a um camarada de armas. Arrogância e falta de educação, foi o que este indivíduo demonstrou.
Uma coisa é certa, o Jorge Sousa ficou seriamente magoado no joelho, de tal modo que, após consulta médica, lhe foi dito que teria de se submeter a uma cirurgia para debelar o seu problema. O problema surgiu no entanto quando, para avançarem com a referida cirurgia, teriam que esperar por ordens superiores. Quanto tempo demorou,  não sei. O que posso questionar é que, já passaram três meses e meio, e nunca mais vi o Agente Jorge Sousa. Já terá sido operado? Voltará em breve? Esperemos bem que sim!

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Desgraças desta vida

Polegar para baixoNão consigo ficar calado por mais tempo. Deambula por esta cidade, uma jovem que, certamente devido às agruras desta vida, está completamente abandonada pela sociedade local. No sábado passado fiquei deveras emocionado com o estado em que ela se encontrava. Mal  vestida, com a pele escura pela falta de banho, vestindo mal e, enfim, não consigo dizer mais nada. Será que a Câmara Municipal desta cidade não tem "serviços sociais"? Ou se os tem para que servem eles? Não será para ajudarem pessoas como esta? Ou só ajudam quem lhes dá votos? Meus srs. tenham vergonha e lembrem-se que esta é uma das coisas que é da vossa responsabilidade. Disse um dia D. Manuel Martins, Bispo Emérito de Setúbal, num discurso maravilhoso  que tive o enorme prazer de ouvir e que subscrevo completamente: "Os nossos governantes deviam de ter orelhas de burro, não depreciativamente, mas sim porque antes dos problemas aparecerem deviam ouvir o povo para conhecerem o que poderia acontecer".
Pelos vistos parece que, passados mais de 20 anos, ainda não ouvem!